quinta-feira, 15 de dezembro de 2016
Pesquisadores desvendam a história de livros roubados por nazistas
Durante o Terceiro Reich, nazistas confiscaram obras de arte e também livros de judeus. Muitos deles foram parar nas estantes de bibliotecas alemães. Pesquisadores vasculham acervos para devolvê-los aos legítimos donos.Em meio aos cerca de 8,5 milhões de livros do acervo das bibliotecas da Universidade Livre de Berlim, Ringo Narewski e sua equipe têm uma nobre missão: encontrar livros que foram confiscados de judeus por autoridades nazistas durante o Terceiro Reich (1933-1945). O objetivo dos pesquisadores é devolvê-los ao legítimos donos.
O caminho até devolução, porém, é longo e exige um minucioso trabalho de investigação. O ponto de partida é a identificação de todos os livros impressos antes de 1945. A universidade estima que cerca de 1,5 milhão de livros se encaixem nesta categoria.
"A maior dificuldade neste trabalho é o volume de livros para serem avaliados sem termos qualquer estimativa sobre o resultado final. Além disso, se há a suspeita sobre determinada obra, é preciso muito tempo para desvendar 70 anos de história de uma pessoa", afirma Narewski, diretor do grupo de trabalho responsável por identificar obras saqueadas por nazistas que fazem parte do acervo de bibliotecas da universidade.
Nesse trabalho de detetive, a Universidade Livre de Berlim ganhou reforço extra há um ano. Além dela, três instituições – a Fundação Nova Sinagoga, a Universidade de Potsdam e a Biblioteca Estadual de Berlim – reuniram as informações sobre pesquisas realizadas nesta área num banco de dados online, o "Looted Cultural Assets" (bens culturais roubados).
Pegadas no Brasil
Nos últimos anos, a instituição verificou cerca de 44 mil livros. Atualmente, eles investigam a origem de 2 mil assinaturas em livros. E uma dessas histórias tem passagem pelo Brasil.
Um dos livros roubados encontrados no acervo pertenceu ao jornalista Ernst Feder, que fugiu de Berlim para Paris em 1933. Com a marcha nazista em direção à França, Feder emigrou para o Brasil em 1941, onde viveu, em Petrópolis, até 1957, quando retornou para Berlim.
Sua biblioteca, com quase 10 mil títulos, foi saqueada pelo regime nazista, e um destes exemplares foi parar na Universidade Livre de Berlim. No momento, os pesquisadores tentam entrar em contato com os herdeiros do jornalista para devolver a obra.
Saques durante o Terceiro Reich
De acordo com o historiador Götz Aly, a prática do confisco foi instrumentalizada pelos nazistas para garantir a lealdade da população alemã ao regime. Segundo ele, o roubo e redistribuição de bens e economias dos judeus, na Alemanha e, posteriormente, em países ocupados, favoreciam economicamente o povo alemão.
As coleções roubadas foram distribuídas entres bibliotecas públicas, centros culturais nazistas e funcionários do regime. Depois da Segunda Guerra Mundial, muitas destas peças foram vendidas a antiquários ou doadas para instituições.
Desta maneira, livros saqueados foram parar também em estantes de bibliotecas criadas depois de 1945, como é o caso das da Universidade Livre de Berlim, fundada em 1948. Segundo Narewski, além das doações privadas, as bibliotecas da instituição receberam livros confiscados de funcionários do regime nazista pelo exército americano no fim da guerra.
Longa investigação
O atual projeto da equipe de Narewski se concentra na análise de cerca de 70 mil livros que foram adquiridos pela universidade entre 1952 e 1968. Com os títulos suspeitos em mãos, a próxima fase é buscar nos livros pistas sobre suas origens, que podem ser um carimbo, um nome escrito a caneta, um ex libris (selo personalizado que identifica as obras de bibliotecas particulares ou públicas) ou algum número de referência. Descoberta alguma identificação, começa o trabalho para decifrar a história e o percurso percorrido por esse livro até chegar às estantes da biblioteca.
A investigação mais longa da universidade já dura três anos e é referente a um livro que pertenceu à família Frohmann-Holländer, de Frankfurt, que, perseguida durante o regime nazista, fugiu para os Estados Unidos.
"Não sabemos o que aconteceu com essa biblioteca durante três anos na década de 1930, antes da emigração da família. Como há a possibilidade de que alguns destes livros tenham sido vendidos na época, não podemos afirmar com certeza se a obra foi confiscada, por isso, ainda não podemos devolvê-la, e a pesquisa continua", explica Narewski.
Após reconstruir a história dos livros, o grupo precisa desvendar a história dos proprietários legítimos dos títulos e de suas famílias para poder restituí-los. E aqui há outra dificuldade, entrar em contato com estas pessoas. Muitas vezes, pesquisadores sabem quem são os herdeiros, mas não conseguem ter acesso a eles, e, em alguns casos, e-mails ou cartas enviados são ignorados pelos destinatários.
Trabalho que compensa
Nos últimos dois anos, a Universidade Livre de Berlim devolveu 160 livros que foram saqueados pelos nazistas aos seus legítimos donos. As devoluções a 75 herdeiros e instituições ocorreram na Alemanha, Áustria, Polônia, Letônia, Holanda, Estados Unidos, Israel, República Checa, Reino Unidos e Ucrânia.
"Essa restituição tem uma dimensão moral. Não é uma tentativa de reparação, pois é impossível reparar os crimes cometidos pelos nazistas, mas se trata de devolver às vítimas um pedaço da sua história", diz Narewski.
O pesquisador destaca que, além de ser uma revisão da história da universidade, esse trabalho preserva a memória daquele período, para evitar que crimes como os cometidos pelo regime nazista voltem a acontecer.
Fonte: O Povo Online. Data: 15/12/2016
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quarta-feira, 14 de dezembro de 2016
Segredos da biblioteca do Vaticano vão ser revelados
Iniciado em 2010 o projeto tem a duração de 18 anos e até ao dia de hoje, 10 mil manuscritos foram digitalizados, segundo o jornal “Expansión”.
Graças à consultora Everis, mais de 82 mil manuscritos armazenados na biblioteca do Vaticano vão finalmente ver a luz do dia.
Uma obra de arte é eterna e tem o poder de imortalizar o seu autor, mas o seu acesso limitado pode fazer com que a mesma seja esquecida e foi por isso que em 2010 se propôs ao Vaticano digitalizar a sua enorme biblioteca e torna-la acessível a qualquer pessoa.
Desde que a biblioteca abriu portas em 1448 com o Papa Nicolau V, esta é a primeira vez que o estado do Vaticano partilha com o mundo os seus textos históricos: 82 mil manuscritos que versam sobre questões de religião e cultura.
A tarefa não é fácil, dado o elevado valor e fragilidade da generalidade dos manuscritos. Cada imagem demora duas horas para ser digitalizada e pesa entre 200 e 300 megabytes.
Iniciado em 2010, o projeto tem a duração de 18 anos e até ao dia de hoje, 10 mil manuscritos foram digitalizados, segundo o jornal “Expansión”.
Fonte: Jornal Económico. Data: 14/12/2016.
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segunda-feira, 5 de dezembro de 2016
Implantação de novo sistema na biblioteca
Prezados usuários, pedidos que todos os livros do acervo da biblioteca da instituição que estão em circulação sejam devolvidos até o dia 16/12/16 (respeitados os prazos de devolução em vigência). Somente no dia 22/12/16 a biblioteca voltará a operar normalmente. Tal incômodo provém da necessidade de transição entre o sistema atual e a incorporação do novo software SophiA Biblioteca, sempre visando o melhor atendimento aos usuários do IFF campus Macaé.
Em breve divulgaremos as novas funcionalidades e serviços que a biblioteca disponibilizará.
Em breve divulgaremos as novas funcionalidades e serviços que a biblioteca disponibilizará.
quarta-feira, 16 de novembro de 2016
Inep divulga lista completa e corrigida do desempenho das escolas no Enem
Três unidades do IFF, no Rio, agora aparecem entre as 20 tops públicas
02/11/2016 11:00:00
O DIA
Rio - O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou a lista completa e corrigida do desempenho das escolas de Ensino Médico no Enem 2015. No ranking liberado no dia 4 de outubro, 961 escolas ficaram de fora por um “equívoco” do Inep. A atualização provocou mudanças nas 20 melhores do Rio, tanto na rede privada como na pública.
As melhores entidades fluminenses do ensino público no estado continuam sendo as unidades do Colégio Pedro II (Centro e Niterói) e os colégios de aplicação da UFRJ e da Uerj. No entanto, uma série de alterações mudou o ‘top 20’ das escolas que o DIA havia feito no começo de outubro.
Com os novos cálculos, o Instituto Federal Fluminense (IFF) emplacou três unidades na lista — Cabo Frio, em 13º; Macaé, em 16º, e Campos, em 20º. Além das mudanças nominais, todos os colocados perderam posições no ranking nacional por causa da inclusão de escolas de outros estados. Já entre as particulares, o Instituto de Tecnologia ORT, de Botafogo, entrou na 18ª posição fluminense e na 101ª nacional. Com isso, o Colégio Franco Brasileiro, que estava na 20ª colocação, saiu das 20 melhores.
A exemplo das públicas, outras escolas dentre as que mais se destacaram na rede privada desceram posições no ranking nacional, apesar de terem se mantido onde estavam em âmbito estadual. A melhor do Rio foi o Colégio Ipiranga, de Petrópolis, que ficou em 12º de todo o Brasil.
As entidades que estavam ausentes do ranking nacional oferecem Ensino Médio integrado à educação profissional. Delas, 92 pertencem à rede privada; 276 à federal; 580 às estaduais e 13 às municipais. Das mil melhores no Enem, 908 são privadas, 65 federais, 17 escolas técnicas, seis colégios de aplicação, três colégios militares e uma escola municipal. Ao todo, foram avaliadas 15.959 escolas.
Fonte: O dia
Fonte: O dia
quinta-feira, 6 de outubro de 2016
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